Venezuela | Escaladas secas e molhadas | Rio Caminhadas.com.br

Venezuela | Escaladas secas e molhadas

21 Mar – Domingo

Nesse dia não acordamos temprano. Acordamos muuuy temprano 🙁 Tomamos café na casa de Noemi e acertamos com ela também. Algo em torno de 200 BF pelas refeições. Nos despedimos e seguimos, todos, para San Antonio de Capallacuar em um carro (5 BF cada). Nos separamos de Francisco e Claudio aqui. De San Antonio fomos para Cumanacoa, sempre de carro, (15 BF cada), de Cumanacoa para Cumana (15 BF cada), de Cumana para Puerto la Cruz (35 BF cada), sempre descendo e pegando o próximo carro nos terminais.

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Galera com olho inchado e Cheymo

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Noemi

 

Deste último terminal, seguimos as indicações de Francisco para chegar em casa, o que foi fácil. Encontramos Mama no dia do seu aniversário. Isabel estava se divertindo com algumas amigas longe dali. Descansamos um pouco e nos aventuramos a ir almoçar no Plaza Mayor, pegamos um ônibus para os shopping e repeti o prato da primeira noite que estivemos lá no L’Ancora, um restaurante muito bom e com preço razoável. Marcinha me seguiu no pedido de um risoto de cogumelos de outro mundo. Bom demais da conta. Terminamos ali e fomos comprar um presente para nossa Mama venezuelana. Levamos um belo par de brincos, depois de treinar a língua assistindo El ladrón del rayo, sem legendas, no cinema local. Resolvemos comprar logo as passagens para Caracas (55 BF cada) – desta vez de ônibus –, fomos ao terminal de Puerto la Cruz e fizemos isso. Pegamos um táxi para casa, onde encontramos Isabel preocupada conosco. Cantamos o feliz cumpleaños para Mama e lhe entregamos o presente. A casa foi se esvaziando, nossa disposição acabando, acordei Marcinha desmaiada no sofá e fomos para um sono sem banho, para protestar contra a água quente do chuveiro. Tinha chuveiro, me senti deslocado 🙂

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Cada táxi era uma festa 😀

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Hasta la vista…

 

22 Mar – Lunes

Deixamos a cama temprano, pagamos a dívida do banho, tomamos café e agradecemos Isabel e Mama, que nos receberam de uma maneira tão carinhosa e prestativa que chegamos a nos sentir cuidados por nossas próprias mães.

Havíamos combinado com o taxista figura que nos deixou no dia anterior em casa para que nos levasse ao terminal nessa manhã. Como previ, não apareceu, o cara falava muito. Isabel parou um táxi e em pouco tempo chegamos. Havíamos comprado passagem para às 9h da manhã. 9h chegou e o ônibus não apareceu, procuramos o miserável que nos vendeu as passagens. A criatura disse que havia marcado para as 9h da noite e não para o dia seguinte!!! Mas que nos encaixaria em outro ônibus. 9h30, nada, 10h, nada… Nesse meio tempo fui atrás do infeliz e não encontrei. Marcinha saiu e achou o miserável pelo cheiro. Fiquei imaginando o que estava acontecendo quando ela demorou a voltar. Fui lá e já encontrei os dois batendo um papo de amigos… Depois ela me contou que chegou metendo a mão no balcão e que eu só vi a parte calma da cena 🙂 10h30 um ônibus chegou, caindo aos pedaços! Fui falar com o amigo da Marcinha que nos vendeu as passagens, perguntei se era aquilo que nos levaria para Caracas. Falou que sim! Foi o jeito, embarcamos. Eu em um poltrona na primeira fila e Marcinha em uma ao lado do banheiro. Perguntei se o venezuelano ao lado dela gostaria de trocar o lugar fedorento na janela por um na primeira fila no corredor, não aceitou. Fiquei com pena da tadinha e trocamos, fui para o lugar fedorento. 4h depois estávamos em Caracas. Perguntamos quanto o taxista cobraria por uma corrida até o aeroporto. Queria 200 BF, dissemos que não, falei que tínhamos pagado 150 BF quando chegamos, sugeri 160 BF, ficou por 170 BF. Mas depois concordamos que nosso chofer merecia os 200 BF, demoramos 3h para fazer esse trajeto, quase o mesmo tempo de Puerto la Cruz até ali. Queimadas, estradas fechadas e trânsito infernal foi o motivo da demora.

Já no aeroporto, relaxamos, fizemos o check-in, comemos alguma coisa e pouco antes das 23h estávamos voando para o Brasil, trazendo na bagagem lembranças de um país de contrastes, assim como o nosso. O mal-humor da cidade grande, os avisos de cuidado ao sair na rua, mas também todo o aconchego do interior, com pessoas que nos receberam em suas casas, nos acolheram e nos trataram como membros da família. Gente que nos deu carona, outros que se dispuseram a nos acompanhar e mostrar o que a Venezuela tinha a nos oferecer. Gente que me faz gostar a cada dia mais desse universo da escalada, onde pessoas confiam nas outras e as ajudam pelos simples prazer de ajudar

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