Muita gente pode achar estranho, mas detesto, sim, detesto, eventos sociais. Aniversários, casamentos, batizados, festinhas, velórios e outros desse tipo. Minha filha herdou isso! Quando tinha uns 13 anos, perguntei o que ela queria como presente de 15 anos. Quando respondeu “uma viagem!”, para onde?  “Queria mergulhar!”, Ah, então vamos pra Fernando de Noronha =) E fomos.

Meu cartão de crédito se encolheu todo quando falei o nome da ilha, masssss, seria um presente de 15 anos. Comecei a fazer os contatos e malabarismos para encolher o orçamento e trazer essa viagem para o padrão “viagem de escalada com o Claudney”.

A primeira data escolhida compreendia o feriado da Independência, mas, os preços estavam abusivos, mais de R$ 3.000 para um só passageiro. Descartamos. Uns dois meses antes da viagem, sentei em frente ao computador e executei a mágica, uma das passagens (ida e volta) seria paga com milhas, com 40.000 era possível viajar em qualquer período. Quase zerei minha conta do Smiles e uma estava resolvida. A partir daí comecei a fazer as combinações, tinha que ser um período razoável, nem poucos dias, nem tempo demais. Já que você paga por cada dia de permanência e considerando também que em julho começa a época boa e outubro é o limite da boa visibilidade para quem quer mergulhar. Um dia pra lá, um dia pra cá, opa, esse dia tá razoável, mais um dia pra lá, outro cá, volta um, adianta lá... No final saiu tudo por um pouco mais de R$ 1.300. Divide em 6x e pronto. Resolvido.

A tabela com os valores da taxa de preservação ambiental, a que você paga só por permanecer lá, pode ser vista aqui e já dá para pagá-la e evitar filas na ilha.

Um amigo do trabalha que já havia ido para Fernando de Noronha me passou o contato de uma pousada. Considerando os padrões locais, essa parte ficou em conta, chegaríamos dia 10 de outubro (2011) e partiríamos dia 13. Três noites por R$ 400/duas pessoas. Ficamos na casa do Ernani (Pousada da Ro – 81 3619-1517/9995-4155 noronha.ro@hotmail.com), mas isso depois de nosso primeiro contato surgir com um problema de última hora. Inicialmente, a hospedagem seria na Pousada do Eli, onde fiz contato com a Rafaela (081 9916-3444), depois de falar com o próprio, indicado por uma figura, chamada Ben Hur. No final da história tudo deu certo e ocupamos um quarto com duas camas, ar, frigobar e um chuveiro quente. A pousada fica em uma das ruas que desemboca na Praça do Flamboyant, entrada da Vila dos Remédios. Mais exatamente no nº 1 da Alameda da Harmonia.

Mesmo com atraso de quase uma hora no primeiro vôo, a viagem foi bem tranquila, saída do Rio, conexão em Recife e antes das 17h (horário local) desembarcamos em Noronha. Senti a lapada da taxa de preservação ambiental, R$ 121,20 para cada um de nós :( Saímos e subimos em um buggy-taxi, que já conhecia a pousada, cobrou R$ 15 por um trajeto que demorou uns 10 minutos, talvez nem isso. Segundo ele, todos esses trajetos são tabelados.

Adiante seu relógio em uma hora na Ilha. Lá sempre é horário de verão =)

Queríamos aproveitar o resto do dia e combinamos com o taxista outra corrida. Mais R$ 15. Fomos ao Mirante do Boldró para ver o pôr-do-sol, UM ESPETÁCULO! Não dá pra descrever, só vendo! Sol se pondo de um lado, lua nascendo do outro... Como falei, só vendo!

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Um táxi de Noronha
Um táxi de Noronha
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O clássico pôr-do-sol
O clássico pôr-do-sol

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Parece que tava gostando =)
Parece que tava gostando =)
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O sol se pondo ali e a lua nascendo aqui
O sol se pondo ali e a lua nascendo aqui

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Já alta no céu
Já alta no céu

Se puder coincidir a viagem com a fase da lua cheia, faça!

Aproveitei a disposição da menina e voltamos a pé para a pousada, uns 20 minutos. Nos perdemos para entrar na rua certa, mas acabamos encontrando, quase que pelo instinto, já que dessa vez não achamos ninguém que soubesse onde ficava o bendito lugar. Antes jantamos em um restaurante que depois serviu como referência. O Ousadia fica quase em frente à rua da pousada, fácil ;) Paguei R$ 38,80 para nós dois no self-service de lá. Bem em conta. O resto da noite ficamos por ali mesmo no quarto, o dia seguinte seria longo, bem longo...

Uma boa dica e ter um cartão da pousada com você, não tínhamos e não sabíamos o endereço, nem anotamos o telefone, já que todo o contato foi com a Rafaela, a responsável pela outra pousada. Não sei se é só comigo que acontece, mas me senti meio perdido ao chegar lá, depois você vê que é muuuuito simples se orientar.

Celular funciona na ilha, pode levar.

O mapa que vem com o formulário para pagamento da taxa de de preservação ambiental é muito geral. Vá no quiosque de informações ao turista, há um no Porto, oooou imprima o seu aqui.

Não esqueça do protetor solar, indispensável! Muito menos da água, um litro e meio deu para nós dois em cada dia de caminhada. Óculos escuros e boné também são bastante úteis.

Leve baterias extras, você pode precisar para todas as fotos que vai fazer. Dependendo de onde vai ficar, leve um adaptador para os novos modelos de tomada, precisei!

Minhas últimas viagens têm seguido um padrão diferente das primeiras. Antes planejava bem cada dia, cada roteiro, hoje só traço um plano geral e tudo é decidido de acordo com a vontade, ou falta dela. Dessa vez imprimi no dia anterior um relato da Amelia Clark e João Vianna, lemos no avião e deixamos para decidir em cada dia. Funcionou!

Acordamos às 7h, tomamos café e partimos. O destino era o Mirante dos Golfinhos. Compramos água, alguma coisa para comer em um mercadinho antes dos Correios da Vila dos Remédios (R$ 13,90) e pegamos um ônibus que cobre toda a BR-363 (R$ 3,10 cada passagem). Depois de rodar um pouco, descemos na entrada da trilha. Andamos uns 20 min ou meia-hora (sempre perco a noção de tempo nessas viagens =) Encontramos Raíssa, uma bióloga que contava os golfinhos. Perguntei se eles tinham um horário aproximado para aparecerem, ela respondeu que já haviam estado por ali, entre 6h20 e 8h. Estávamos perto das 10h. Aguardamos... Conversamos mais um pouco, chegou mais gente, tiramos algumas fotos das estrelas terrestres, as mabuias, que são muuuuito dóceis e chegam bem próximas, já condicionadas à comida estrangeira. Esperamos mais alguns minutos e desistimos. Continuamos para a Baía do Sancho, uma trilha tranquila, com muitos mirantes e mais um visual ESPETACULAR! Mas era só o aperitivo... Descemos a escada para a praia, enquanto os que estavam subindo bufavam. Encontramos uma sombra e ficamos por ali até umas 15h. Esse meio tempo foi preenchido com o objetivo da viagem, mergulhos.

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Chegando ao Mirante dos Golfinhos
Chegando ao Mirante dos Golfinhos
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Trinta-réis com o azul de fundo
Trinta-réis com o azul de fundo

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Teve gente que não acordou cedo...
Teve gente que não acordou cedo...
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Essa menina contou 800 nesse dia
Essa menina contou 800 nesse dia

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Quaaaase transparente =)
Quaaaase transparente =)
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Cuidado!
Cuidado!

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Descendo para a Praia do Sancho
Descendo para a Praia do Sancho
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As estrelas da parte seca da ilha
As estrelas da parte seca da ilha

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Mabuia
Mabuia
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Fiquei pensando como...
Fiquei pensando como...

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Esses bichinhos aí são exóticos e comem as raízes das árvores
Esses bichinhos aí são exóticos e comem as raízes das árvores
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E mais mabuias
E mais mabuias
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À vontade...
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Coé, vai encarar???
Coé, vai encarar???

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Trânsito terrível lá
Trânsito terrível lá
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Uhuuu!
Uhuuu!

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Os mergulhadores
Os mergulhadores
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Delícia!
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Peixe diferente não falta lá...
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...
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Ah, tem tartaruga também =)
Ah, tem tartaruga também =)
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E deu até pra nadar com elas
E deu até pra nadar com elas

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Panorâmica Dois Irmãos-Morro do Pico
Panorâmica Dois Irmãos-Morro do Pico

Se você for para Noronha, não deixe de levar uma câmera subaquática, ou alugar uma na ilha, vale muito à pena.  Comprei uma Sony TX-10, bem compacta, prática e faz belas fotos. Peixes, corais, tartarugas e toda a magia do fundo do mar guardadas, valem cada centavo investido. Outra coisa que não pode faltar é o conjunto máscara/snorkel, leve!

Nos concentramos no lado direito da praia e em algumas pedras mais para o meio, foi onde encontramos as protegidas do Projeto TAMAR. Três tartarugas que foram fotografadas incessantemente =) Fechamos o expediente no Sancho e seguimos uma trilha que parecia pouco frequentada para a Baía dos Porcos... Se o que eu já falei até agora sobre o visual foi ESPETACULAR, a Baía dos Porcos não tem definição. Um mar azul de sonho preenchido pelos morros Dois Irmãos e um litoral que não acaba, só vendo!

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Baía dos Porcos
Baía dos Porcos
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Morador da Baía
Morador da Baía

Descemos para a praia e vimos piscinas perfeitas para mais mergulhos, como nossa cota no Sancho tinha sido grande, passamos direto para as outras praias e só aí vimos uma placa dizendo que a travessia que acabávamos de fazer estava interditada, com perigo de desmoronamentos! Bem que achei o caminho estranho, Aninha também =D

Estacionamos na Cacimba do Padre em uma sombra irresistível e curtimos ali um longo tempo de vagabundagem, um nada pra fazer delicioso de frente para o mar. Perto das 17h guardamos a canga e seguimos sem saber bem por onde... Passamos de praia em praia, trilhas abertas e nem tanto e acabamos no mirante do Boldró, onde já tínhamos assistido o pôr-do-sol no dia anterior. Repetimos a dose e caminhamos, também como no dia anterior, para a Pousada. Paramos no Projeto TAMAR para um filminho às 20h30 e palestra sobre Tartarugas meia hora depois. Antes disso nos indicaram o Restaurante Du Mar e a Tapiocaria ali perto para decidirmos onde nossa fome nos levaria. Comida de verdade foi a pedida, risoto de camarão pra ela e peixe com molho de camarão pra mim. Logo na entrada dá pra perceber que o lugar não é tão barato quanto o Ousadia, mas essa noite nos demos esse luxo. Prejuízo final R$ 121,33.

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Cacimba do Padre
Cacimba do Padre
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Sombra irresistível
Sombra irresistível

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Pezinho andador =)
Pezinho andador =)
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Sol indo embora
Sol indo embora

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Cada um aproveitando à sua maneira
Cada um aproveitando à sua maneira
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Silhueta da menina
Silhueta da menina

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Grande exposição com as nuvens em movimento
Grande exposição com as nuvens em movimento
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Essa morreu por comer plástico :(
Essa morreu por comer plástico :(

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Palestra no TAMAR
Palestra no TAMAR

A base do TAMAR na ilha é um dos lugares imperdíveis, lá você conhece o projeto e fica sabendo das atividades que possibilitam interagir. Todas às noite há palestras. Algumas vezes por semana é possível ver a captura e identificação dos animais e de janeiro a maio, mais ou menos, eles oferecem, para um número limitado de pessoas, o que chamam de tartarugada, que é a noite quando as tartarugas põem os ovos. Das 20h até o amanhecer você pode ser um dos escolhidos para assistir isso ;) E não deixe de levar uma lembrança na loja do projeto, que fica em frente ao auditório.

Ainda na base há vários quiosques, um deles é de uma empresa que faz passeios de barco, vimos o roteiro, o preço (R$ 150 cada pessoa) e desistimos. O passeio passava pela mesma área por onde havíamos caminhado no dia anterior. Voltando à noite, pegamos a estrada novamente e dessa vez, sem erros, compramos duas águas (R$ 6,00) no quiosque em frente à rua da pousada e chegamos, com a Ro elogiando nossa disposição depois dessas histórias todas =)

É papo de pai coruja, mas a mocinha de 15 anos deu um show de resistência e mostrou que é mesmo daquelas que topa o que tiver pela frente. O tipo de companhia de viagem que vale a pena ter em qualquer parte do mundo! A quarta-feira provou isso ;)

Nos demos um descanso merecido e levantamos tarde. Tarde o suficiente para perdermos o horário do café da manhã na pousada. Recorremos ao São Miguel, um restaurante que também fica em frente à rua da pousada e que serve café da manhã self-service. Não é barato, mas serviu bem (R$ 22 para nós dois).  De lá continuamos para o centro histórico da Vila dos Remédios, passamos pelo mesmo mercadinho do dia anterior, abastecemos a mochila (R$ 14,25) e, rua abaixo, conhecemos mais um São Miguel, o Palácio, Sede da Administração de Fernando de Noronha. Descemos para a Praia do Cachorro e ali conhecemos o Buraco do Galego, uma piscina natural do lado direito da praia que vale à pena ir para tirar umas fotos, inclusive as subaquáticas, com os peixes beliscando seus pés =) Saímos dali e no caminho para a Praia do Meio passamos um bom tempo vendo as fragatas sendo alimentadas por peixes jogados por um pescador e algumas crianças. Estacionamos na Praia da Conceição, mergulhamos um tempo e resolvemos que seria mais proveitoso conhecer outro lugar. Subimos a ladeira e esperamos por um ônibus, que demorou. Finalmente quando veio, ainda foi até o Porto, já com nós dois dentro =), e depois para a Praia do Sueste, onde desembarcamos. Essa praia é conhecida por ser um local muito procurado pelas tartarugas. Tubarões e arraias acidentais também são vistos por lá.

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Buraco do Galego
Buraco do Galego
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Comandando os súditos
Comandando os súditos

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Manicure
Manicure

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Lá vem, lá vem...
Lá vem, lá vem...
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Strike! =D
Strike! =D
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Dori?!
Dori?!

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No fluxo
No fluxo
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Um bichinho diferente
Um bichinho diferente

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E mais peixes...
E mais peixes...
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...
...

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Via expressa
Via expressa
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Baía do Sueste
Baía do Sueste

A praia é cheia de regras, chegando lá converse com os locais para se informar.

Para mergulhar em determinada área é preciso usar colete, alugamos dois (R$ 5 cada) e caímos na água. Muitos peixes, corais, uma moréia e tal... mas nada das tartarugas. Aninha voltou mais cedo para a areia e eu continuei mais pra dentro. Nada das meninas.

É possível - e eles estão por ali se oferecendo - contratar um guia para mostrar os melhores locais para ver as estrelas do lugar (R$ 30 por pessoa), achei que não valia, pois a área mais propícia para elas se alimentarem já está demarcada com bóias, basta nadar por ali e contar com a sorte.

Também saí da água para voltar depois, nessa segunda investida tive mais sorte. Apareceu uma danada, bem grande. Registrei a raridade do dia, mostrei para a aniversariante, tomamos mais um pouco de sol de fim de tarde e aqui começou a odisséia... Aguardamos mais de uma hora pelo ônibus de volta e nada. Um senhor e um casal também estavam na mesma situação. Perguntei para a Aninha se ela topava uma caminhada. Falou que sim. Adorei! =D

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Uns dormem...
Uns dormem...
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Outros bebem...
Outros bebem...

Não queria pagar taxi e nem pensamos em carona – prática bem comum na ilha -, já que todos os carros que passavam estavam lotados de turistas. Durante o caminho nenhum ônibus passou!

Se você tiver disposição, alugar bicicletas pode ser uma boa opção. Não pesquisamos, mas não deve ser mais caro que locar um buggy. Digo “se tiver disposição” porque as estradas têm boas ladeiras. O certo é que o ônibus não é confiável, não conte cegamente com esse transporte.

Falando em aluguel, em Noronha é possível alugar de um tudo, além do transporte, máscara, snorkel, colete, câmera subaquática e mais alguns item que você um dia pode precisar.

Deixamos a Sueste para trás e chegamos à Base do TAMAR, 40 min depois. Ainda era 18h40. Sugeri comermos alguma coisa e esperarmos pelo filme e palestra da noite. A tapiocaria que fica ali perto foi nosso ponto para passarmos o tempo. A tapioca é cara (R$ 7 cada), mas saiu por menos da metade do preço do jantar da noite anterior. Mas aí você vai falar, claaaaaro que tapioca vai sair mais barato que uma refeição... Acompanhadas com suco, comemos 5. Com a gorjeta, deixamos R$ 50 lá.

A maioria dos lugares por onde passamos aceitou cartão, mas alguns não. Não há caixas de muitos bancos em Noronha, por isso é bom levar algum dinheiro em espécie para esses casos. Você tem a agência do Santander, e caixas eletrônicos da Caixa Econômica e Bradesco. Além de poder contar com a rede do Banco 24h. Há caixas espalhados por muitos pontos de Noronha, do Aeroporto à Vila dos Remédios, basta perguntar aos locais ;)

Tudo na ilha é caro, isso é uma realidade, como disse um dos moradores “Quem tá em Noronha, tá pra gastar ou ganhar dinheiro”. O nosso caso foi o segundo. Se você está lendo isso, deve ser o seu também.

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No baticum!
No baticum!

O tempo passou e ouvimos o som do maracatu vindo do anfiteatro do TAMAR. Era um projeto onde qualquer pessoa pode entrar na roda e aprender um pouco da batida. Aninha não quis e ficou me fotografando. Negócio divertidíssimo, recomendo, mesmo se você não tiver jeito com nenhum instrumento, eu não tenho. =D

O baticum acabou para começar o filme, seguido da palestra, que terminou por volta das 22h. O Guilherme Longo, de Santa Catarina, com os outros integrantes da equipe, mostraram um belo trabalho de pesquisa. Muito interessante. O descanso terminou, uma ladeira nos aguardava. 30 min separou o TAMAR da Pousada. A companhia da noite foi um gato que insistiu em nos seguir durante o trajeto inteiro. Só desgrudou quando seu inimigo natural apareceu e o bichano sumiu. Chegamos em uma pousada deserta e fomos direto para o quarto depositar os corpos que atravessaram quase que a ilha inteira a pé nesse dia.

Além das palestras no TAMAR, as noites, para os mais agitados pode ser aproveitada na Vila dos Remédios, o Bar do Cachorro e adjacências é a área mais animada.

O último dia acho que foi o mais difícil para levantar. Acordamos às 7h30 e preguiçamos até às 8h... Depois do café da manhã fomos para a difícil tarefa de pegar um ônibus. Nesse dia não passamos no mercadinho, sobraram 3 bananas e meio litro de água. Tava bom! =) No ponto de ônibus encontramos Paulo, um pescador de Recife, que estava ali querendo chegar ao Porto, como nós. Aguardamos enquanto durou o papo e nada de ônibus, Paulo parou um táxi e nos convidou para acompanhá-lo. Aceitamos. No curto trajeto, acho que pouco mais de 5 min, o papo continuou. Ao desembarcar tentei pagar o taxi, Paulo não deixou, nem com muita insistência. Descemos ali e pegamos à direita para o Museu Tubarões, uma loja com várias informações sobre os bichos, esqueletos, mandíbulas, couro e lembranças para aquele presente que você queria dar.

Na direção da praia a atração é o Buraco da Raquel, uma espécie de toca em uma rocha à beira-mar. Há duas versões para a origem do nome, uma diz que Raquel era a filha de um Comandante Militar, que se refugiava ali em suas crises. A outra já fala de uma Raquel namoradeira, que transformava a toca no seu “matadouro”. Vai saber... Olhamos um mapa na parede do Museu e resolvemos seguir uma trilha de onde é possível avistar, em determinados horários, os filhotes de tubarões na pequena enseada. Acho que não estávamos no horário, assim como os golfinhos, os tubarões não apareceram.

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Buraco da Raquel
Buraco da Raquel
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Nessa dá até pra sentir o vento
Nessa dá até pra sentir o vento

Não é permitido descer para esse lado da praia. Continuamos a trilha, passamos por alguns mirantes e chegamos ao Centro Cultural Air France, uma oficina onde os artistas locais trabalham, demos uma força e compramos algumas lembranças com a xará da Aninha. Fechamos o circuito e encontramos a Evanise no quiosque de informações ao turista, pegamos um mapa, ela perguntou se tínhamos alguma reclamação. Falamos sobre a conservação das placas nas trilhas e da ausência de algumas. Comentamos também sobre o caso com o ônibus na noite anterior. Ela pediu que preenchêssemos o perfil do visitante com esses pontos. Se, na sua ida, também tiver qualquer reclamação a fazer, preencha esse formulário, é importante!

Queríamos uma praia para mergulhar por ali. Há um naufrágio bem perto da praia do Porto, mas nessa época a área estava sendo dragada. Aceitamos a sugestão da Evanise e fomos para a Praia da Caieira, Aninha não se empolgou ao ver as pedras e o mar agitado. Caminhamos um pouco por lá e a manhã acabou...

Com a informação de que o ônibus estava quebrado, resolvemos completar a pé o restinho da BR-363 que faltava para andarmos. Sob o sol de meio-dia não foi tão rápido quanto às caminhadas noturnas. Meia hora depois estávamos na pousada para um rápido banho antes do almoço. Escolhemos o Ousadia, aquele self-service quase em frente à rua da pousada (R$ 45,20). Arrumamos as malas e Ro chamou um taxi. Chegamos ao aeroporto uma hora antes do embarque.

Bem, o aeroporto é bem pequeno, o que não desculpa para a má conservação. Poucos lugares para sentar em um prédio sem manutenção. Havia um cartaz falando sobre início dos trabalhos pela concessionária, esperamos que terminem logo.

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Pro Rio???
Pro Rio???
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Vamos...
Vamos...

Sentar no lado direito do avião saindo de Noronha pode render algumas belas fotos aéreas.

Desembarcamos em Recife, encontramos Karla que havia ido para João Pessoa e estava retornando pela capital Pernambucana. Beijinhos, abraços, carinhos sem ter fim... Trocamos de avião e quando achávamos que a viagem até o Rio seria feita em três horas tranqüilas, eis que surge um DJ do avião!!! Me surpreendeu que os famigerados DJs do ônibus tenham criado asas. Para alívio geral, a comissária de bordo pediu para que o “Nem” usasse seu fone de ouvido. Você não conhece os “Nem” DJs??? Então veja o vídeo abaixo.

 

Não fizemos todos os passeios, mas o pouco que vimos já foi sensacional. Apenas escolhemos errado o roteiro do segundo dia. A trilha do Mirante dos Golfinhos ao Mirante do Boldró foi o top da viagem, depois daí os outros roteiros perderam um pouco a graça. Nada do que vimos depois se comparou àquele dia, sim, foi ESPETACULAR! =D

Vou listar aqui outros roteiros que ouvimos falar bem e que vão ficar para uma próxima vez, alguns vão contra nosso instinto anti-turistão, como o passeio de barco e o plana-sub, massss, pode ser que, talvez, quem sabe, nos domestiquemos um pouco e vejamos estes de outra maneira...

Mergulho livre no naufrágio do Porto: não pudemos fazer, pois a praia estava sendo dragada. Só perguntar por ali onde fica já que não há sinalização com bóias, pelo menos não havia quando estivemos lá.

Batismo de mergulho: como o próprio nome diz, para quem nunca mergulhou com cilindro e quer conhecer de verdade o mar de Noronha.

Praia do Atalaia: São 3Km de caminhada (ida e volta) com trechos íngremes, que levam à Praia. É necessário contratar um guia para fazer este passeio, o IBAMA controla os grupos diariamente. Não é permitido usar protetor solar, pois isso afeta o frágil ecossistema local.

Depois de aprender a surfar, fazer isso na Cacimba do Padre ;) De janeiro a abril as ondas aparecem por lá.

Pôr-do-sol do Forte dos Remédios e da Cacimba do Padre: não fomos assistir ao primeiro porque o ônibus não apareceu no dia que estávamos na Praia do Sueste e deixamos de ver no segundo porque não conhecíamos a trilha para sair da praia à noite.

Madrugar para ver os golfinhos no Mirante: eles costumam aparecer por volta de 6h da manhã, chame um taxi e vá ;)

Mergulhar nas piscinas da Baía dos Porcos e na Laje no meio da Praia do Sancho: imperdível!

Passeio de Barco: o que vimos custava R$ 150, achamos caro, mas já incluía o Plana-sub.

Plana-sub: é uma prancha que fica amarrada atrás de um barco. Você vai segurando na prancha enquanto o barco anda devagarinho para ver o fundo do mar com seus peixes, tartarugas e tudo mais. Assim como o passeio de barco, deve ser agendado com antecedência.

A tartarugada e a captura das tartarugas: esses foram os que fiquei com mais vontade de fazer. Na primeira você fica de 20h até o amanhecer acompanhando a postura de ovos dos bichos. Na segunda você assiste os biólogos capturarem e fazerem todo o trabalho de medição e marcação.

 

Noronha é um lugar especial, mesmo com o clima de exploração turística, têm conseguido manter muitos locais totalmente preservados. Ou melhor, esse turismo ordenado é o motivo pelo qual ainda hoje esteja tão preservada. Fomos em uma época de baixa temporada e já havia bastante gente, nem quero imaginar aquilo lá nas férias... Sabendo organizar a viagem não sai absurdamente cara, é possível aproveitar muito do que a ilha oferece e voltar pra casa com belas fotos e boas recordações das praias, da gente local e de cada pôr-do-sol de sonho. Não deixe de ir!

Créditos
Texto/ Edição de vídeo: Claudney Neves
Fotos/Vídeos:
Aninha Neves e Claudney Neves