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A composição da foto
A boa
fotografia não depende da câmera fotográfica,
mas das decisões corretas no momento de fazer o clique. Planejar
a composição é o mais importante e, para isso,
você deve usar o visor como extensão do seu cérebro.
As câmeras fotográficas permitem recortes de nossa visão.
Para saber se você está compondo uma boa foto, faça
perguntas rápidas a si mesmo: Qual é o objeto/assunto
principal, que proporção ele deve ocupar em meu quadro,
como ele se relaciona com outros elementos da imagem?
Simples movimentos darão às
suas fotos inteligência e muito mais qualidade.
2
Postura exata
Para
fotografar melhor, segure a câmera corretamente, apoiando a
sua base e suportando com a mão as lentes, no caso de câmeras
reflex. Procure apoios laterais, deixe os cotovelos junto ao corpo.
Apóie-se com um dos joelhos no chão.
Essas recomendações
são úteis em fotos com luz baixa e quando usamos flashes.
Isso evitará fotos sem nitidez ou tremidas.
3
A regra dos terços
Essa
regra poderá tornar sua foto mais interessante. Definido o
assunto principal de sua foto, ele não precisa ficar necessariamente
no centro para que ela fique bonita. Pelo contrário, isso a
tornará banal. Devemos guiar o olhar do observador na direção
do que queremos mostrar. Aplicar essa regra é simples: imagine
duas linhas horizontais e duas verticais no quadro do visor de sua
câmera, formando uma espécie de jogo-da-velha. Posicione
o assunto principal próximo a qualquer ponto de cruzamento
dessas linhas imaginárias e sua foto ganhará em qualidade
e enquadramento.
Uma
decisão importante é se a foto será vertical
ou horizontal. Experimente virar a câmera e observar o melhor
enquadramento. Um edifício, uma torre e qualquer elemento alto
podem ficar mais interessantes se fotografados verticalmente.
4
Paisagem & natureza
Tema corrente nas viagens, as paisagens
podem ficar ainda mais belas se levarmos o olhar do observador ao
ponto que nos chamou a atenção no momento do clique.
Passeie pela imagem através do visor, descubra que ponto da
imagem lhe traz a melhor sensação e use os elementos
a sua volta para realçar essas sensações. Experimente
perspectivas, levante e abaixe a câmera. Se o céu ou
a cor da água o impressionaram, valorize essas coisas fazendo-as
ocupar mais espaço na foto. Inclua nas suas fotos elementos
no primeiro plano. Eles ajudam na sensação de profundidade.
5
Pessoas & costumes
Pessoas
e seus atos rendem boas fotos. Procure aproximar-se delas com delicadeza:
nem todo mundo gosta de ser fotografado. Se você for tímido,
o zoom da câmera automática ou a teleobjetiva ajudam.
Inclua outras pessoas em suas fotos de paisagem, não apenas
você e seus parceiros de viagem. Além das poses de família,
você pode observar a movimentação local e incluir
aspectos do lugar que está visitando, criando uma cena mais
memorável ainda.
6
Você no retrato
Quem
não se portou na frente de uma bela paisagem, imaginando que
teria uma foto inesquecível? Revelando o filme, ou você
ficou desfocado, ou transformou-se em uma mancha escura irreconhecível.
Para evitar esta decepção, duas dicas fáceis:
1) Lembre-se da regra dos terços. Nas câmeras automáticas,
faça o pré-foco. Com leve pressão no botão
disparador, mire a marca do centro do visor na pessoa que será
fotografada. Sem soltar o dedo, reenquadre, mantendo o foco e compondo
uma imagem mais agradável. 2) Se entre a pessoa e a paisagem
houver diferença de luz, sol e sombra, por exemplo, utilize
o flash mesmo durante o dia.
7
O foco preciso
Nas
câmeras amadoras, o foco pode ser automático ou fixo.
Basta pressionar o botão disparador levemente para que haja
foco. Algumas câmeras permitem que você eleja o ponto
de focagem, mesmo que ele ocorra automaticamente, controlando-o através
do obturados. Nas câmeras reflex, a profundidade de campo (
área em foco na imagem ) é mais controlável e
precisa. Através do diafragma, controlamos a entrada de luz
na câmera e o campo focal. Se a abertura do diafragma escolhida
for f/2.8m, por exemplo, o assunto principal terá foco e os
demais pontos da imagem não. Já com o diafragma mais
fechado ( f/22, por exemplo ), todos os planos terão foco.
8
A luz correta
Fotografe
cedo ou a partir do meio da tarde. A luz do meio-dia produz sombras
”duras”, que prejudicam a compreensão dos detalhes.
O fim de tarde revela longas sombras, que valorizam a profundidade.
Para
fotos internas sem a utilização de flashes, somente
com luz ambiente, o mais indicado é que sejam usados filmes
de 400 ASA e tripé, para garantir uma boa focagem.
9
Truques do pôr-do-sol
Não
é difícil obter uma boa imagem do pôr-do-sol.
Nas câmeras automáticas, não tem erro. Enquadre,
evitando que o ponto no centro do visor da câmera esteja apontado
para uma área escura. A câmera irá, com base naquele
ponto central, medir a luz correta. Se ele não estiver apontado
para um ponto de luz alta, poderá não ocorrer na foto
o efeito que vemos ao pôr-do-sol a olho nu. Com as câmeras
reflex, é possível ter mais controle desta cena. Selecionando
as áreas de medição de luz e optando por pontos
de luz mais alta, o efeito do contraste e o dourado do sol virão
mais intensos.
10
Silhuetas & contrastes
Foto
de efeito gráfico? Fácil de fazer, mas é preciso
achar as condições ideais de luz. O primeiro plano deve
estar à frente de um fundo mais iluminado. A medição
de luz deverá ser feita pelo fundo da imagem (área com
a luz mais intensa). O primeiro plano fica silhuetado por contraste.
Nas câmeras automáticas, trave a medição
de luz no fundo e, sem soltar o dedo do botão disparador, reenquadre,
recompondo o quadro.
Fonte:
Guia de Viagem e Turismo, parte integrante da revista Viagem e Turismo
no. 94 – agosto de 2003
Por Ricardo Corrêa
Editor de fotografia da Editora Abril