Pense
em um lugar onde você tem que atravessar um mata sem trilha para
chegar na base de uma via, normal para os que gostam de escaladas tradicionais.
Bem... Imagine agora que essa mata é um emaranhado de
arbustos, urtigas e galhos cobertos de espinhos, onde o que não
pinica, coça ou arde. Montou a imagem?! Isso é
escalar no Ceará no inverno. A vegetação, comumente
seca da região, se transforma em um inferno verde nessa época,
mas cada arranhão vale à pena, o estado possui vias para
todos os níveis e gostos, desde curtas esportivas a tradicionais
com mais de 500 m.
Decidi
passar minhas férias de 2008 em Fortaleza e de lá escapar
alguns dias da família e escalar no interior do estado.
Convidei
alguns amigos para passar alguns dias no nordeste, seis gostaram da
idéia, mas entre o convite e o embarque algumas coisas aconteceram:
João, que já estava com a passagem comprada, caiu de moto
e teve que colocar alguns parafusos na perna. Bernardo teve problemas
de saúde na família. Liane perdeu a promoção
de passagens aéreas e não quis pagar caro para viajar.
Chang morreu.
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